Sexta-feira, Julho 29, 2005
yeah. eu precisava escrever de novo aqui xD. yeah, isso é uma necessidade, um vício O_O.
mas não, não do que aconteceu ou que deverá acontecer.
por isso postarei uma historinha que eu escrevi tempos atrás. depois de escrever *Ele e *Ela, eu escrevi Eles
Ela tinha os - já não - longos cabelos vermelhos cortados desigualmente, e a tinta saía, aparecendo o castanho perto da raiz. andava no meio da rua, como sempre fazia, à procura de um emprego, cabisbaixa.
Ele voltava do trabalho, procurando inspiração para continuar seu livro e se desfazer daquela vida medíocre que levava. andava no canto da calçada, onde fazia sombra pelos muros das casas, com a cabeça baixa e os fios de cabelo jogados na cara, como prefiria.
E por forças que o destino não pode controlar, mesmo sendo tão contrários, os olhos dos dois se encontraram. ficaram parados durante segundos para ter certeza que aquilo não era uma ilusão.
Ela viu aqueles lábios, que tanto sentia saudade, seus óculos novos, o seu mesmo jeito de andar e enlouquecer. ele viu seu cabelo mal cortado, com certeza por um ato impulsivo dela, as mesmas roupas, já desgastadas e o mesmo perfume do dia que se conheceram. ficou surpreso, mas ainda eram aqueles mesmos olhos profundos que o olhavam com intensidade.
Ela não saiu do meio da rua, nem ele do canto. o orgulho - por ficar no meio ou no canto da rua - era maior que a saudade. ela foi a primeira a gargalhar da situação e logo ele estava rindo também.
- como antes, na sarjeta? - perguntou ele depois do acesso de riso.
- como antes... - ela repetiu. quando tudo era diferente, mas o orgulho era igual, tinham combinado de sempre se encontrar na sarjeta, que não era nenhum lugar prefirido da rua deles.
- quanto tempo... - ele disse, aproximando-se e não se contendo para abraça-la - e mais que isso. ela apenas sorriu. ele olhou o cabelo dela de novo.
- não gostou?
- eu gosto de cabelos longos...seu cabelo era lindo... - ela abaixou a cabeça.
- davam muito trabalho. e eu não tinha paciência, nem grana. mudar, sem gastar. é isso aí. - ela gargalhou friamente, uma risada que ele desconhecia - já você... - completou ela, retrando os óculos novos para olha-los de perto.
- os velhos estavam embaçados. e eu preciso deles. - sentia pena e raiva da provocação dela. ela colocou os óculos em seus olhos.
- eu também preciso de muita coisa.
- você não muda né? ela sorriu.
- você também não.
- sabe, eu... - disse ele aproximando-se ainda mais, já não aguentando aquele jeito tão provocante, tão arrogante e que amava tanto.
- não... - interrompeu ela, com firmeza. e se afastou. mais sofrimento não precisava, já que ele era a causa de quase tudo.
- eu preciso terminar meu livro... - apressou-se ele, culpando-se em pensar em ter algo de novo com ela.
- quando publica-lo, vou deixar de comprar umas bebidas para comprar seu livro. - sorriu ela.
- será que recompensa?
- se eu achar algum lugar para trabalhar que aceite uma alcoolotra louca, fica mais fácil.
Ele riu. ela tinha um olhor doce, apaixonado.
- te contrataria, se pudesse.
- eu ainda não sou puta. - respondeu ela ácida. ele arrependeu-ese de ter dito. ela não mudava mesmo.
- boa sorte, então... - disse e sorriu.
Ela nçao sabia porque fazia isso, já que seu maior desejo era beija-lo e leva-lo para seu moquifo para que pudesse ouvir suas misteriosas poesias pela madrugada, entre carícias e sorrisos. por fim, apenas sorriu também.
Ela virou à esquerda e ele à direita. olharam para trás, pela última vez, mas perderam a imagem no tempo e no espaço, eternamente.
*Ele e ela no final da página, 8 e 9 de fevereiro, 2005.
onde estão as cores?
postado por ela as 22:48
Segunda-feira, Julho 25, 2005
a garota ainda está com o coração batendo apressadamente. ela ainda precisa se acustumar. e não é tão fácil para ela, que nunca foi forte. ela precisa de um tempo. precisa respirar. antes que as lágrimas escapem mais uma vez dos seus olhos. dê um tempo para ela.
onde estão as cores?
postado por ela as 17:08
Domingo, Julho 24, 2005
estava lendo meu post e aí eu lembrei que eu
não tenho um namorado virtual. é a força da expressão, entende. tudo o que eu escrevo não é totalmente real nem totalmente fictício. o que pode parecer real é a invenção e o fictício é a verdade dos meus devaneios. isso pq eu não sou totalmente real nem totalmente fictícia. e tudo o que parece não é. mas deixa pra lá. eu escrevi um
treco hoje. ele diz o que eu estava sentindo, mas ele não é totalmente real. porém eu tenho medo de posta-lo, pq ele me expõe demais. deixa pra lá. eu não devo nada a ninguém.
Eu pareço uma autista
Quando penso em vc
E isso é compulsivo
Yeah, isso é compulsivo
Vcs me chamaram de obcecada
É, eu sou uma obcecada compulsiva
E eu revivo os momentos
Que eu não vivi
Respondendo as perguntas
Que vc não perguntou.
E eu me acho idiota
Mas eu não consigo parar
A minha vida é pensada
E eu não tenho coragem
Coragem de viver
Eu sou covarde
E desejo tudo isso
Todos os dias.
Vc está pensando nela
Ela
E está sentindo sua falta
Ela
Mas ela está longe
E eu estou em algum quarto
Me lamentando
Me machucando
Me acabando
Pq isso é compulsivo
Yeah, isso é compulsivo.
Mas ninguém está nem aí
Nem se eu chorar
Vc qr q eu chore?
Nem se eu gritar
Vc qr q eu me cale?
Isso é compulsivo
E vc não está ligando
Mas isso me corrói
E vc não está ouvindo
Mas iria me chamar de obcecada
Yeah, eu sou uma obcecada compulsiva.
e as coisas não tem sido rimadas. pq eu não gosto das rimas e dos padrões para se escrever. alguém precisa de rimas? alguém precisa de perfeição?
se eu fosse quem escrevesse a
minha história não me colocaria como principal. mas eu daria uma chance para eu mostrar o meu valor. mas eu suspeito que não sou eu quem escrevo minha história. por isso
ele faça alguma coisa dela. menos existencial e depressiva como esse dia.
onde estão as cores?
postado por ela as 16:58
Sábado, Julho 23, 2005
O dia está péssimo, vc não acha?
talvez não.
porque hoje é sábado.
e sábados são legais.
Então pq vc não me liga
pq vc não me pega
e a gente sai por aí.
talvez saia alguma coisa
hoje.
Ou talvez iremos só rodar
rodar, rodar, rodar.
não é só isso que fazemos?
Amor, hoje estou deprimida.
amor, vc me ignorou
e meu namorado virtual
voltou com a namorada real
e isso me deixou deprimida.
eu não tenho ninguém...real
para me dar a mão
agora.
Todos estão se beijando
e ele está se aproveitando
mas ela não está ligando
ela só quer a lingua dele metida nela.
e a lua está alta
a noite está fresca
e eu queria te ligar.
prá dar uma volta pelo luar
mas eu estou fraca
e nem as estrelas
querem saber de me ajudar.
Amor, hoje estou deprimida.
e não há ninguém para eu afogar minhas mágoas.
meu namorado virtual
voltou com a namorada real
e eu não tenho ninguém real
para me abraçar
agora.
talvez. alguém apareça.
talvez. alguém ligue.
talvez. ninguém.
como sempre. talvez.
talvez. sua confusão me entorpece e parece que eu gosto das imagens retorcidas. mas elas são tão sem sentidos. vc nunca irá explicar o sentido delas. mesmo. então. eu me acustumei. e sigo no caminho torto que não leva a lugar nenhum.
onde estão as cores?
postado por ela as 17:13
Quarta-feira, Julho 20, 2005
Você quer se refugiar das verdades, das mentiras encobertas com verdades cortadas que não são reais?
Você culpará os fanáticos religiosos por causa dos atentados terroristas?
Você chorará por Londres e por New York enquanto o Iraque está destruído?
Você se lembrou das viúvas e das orfãs que perderam seus estimados em bombardeios mal-explicados mas esqueceu das famílias que não sobraram em algum lugar mal-assombrado onde só os escombros vivem para contar as histórias?
Você deu um kilo de alimento não-perecível em troca da sua balada miserável e sentiu-se contente? contente pela balada, não pelo alimento, sinceramente?
Você está preocupado com o preço da gasolina, você vê poços de petróleo derramarem desgraça negra e podre?
Você viu sua banda favorita tocar e falar coisas bonitas que eles não conhecem a metade de toda a desgraça e desesperança?
Você achou bonito os donos do mundo jogarem cartas, fumarem e jogarem conversa fora numa sala fechada e lustruosa?
Você acha que a culpa é do Bin Laden, que o iraquiano deve morrer, o Afeganistão e a África desaparecer e a criança faminta trabalhar?
Você quer revolução por televisão gritando na comodidade do seu sofá: 'tirem o Lula e prendam os corruptos seja lá o que for o mensalão!'
Queime o mundo, acabe com os pobres, exploda o terrorista e grite sua música de protesto favorita.
Compre e comemore, xingue e lamente, viva e mate. Faça guerras longe do seu país, venda florestas e aceite o que te sussurrarem.
Enfim, corra atrás dos seus sonhos, entre nas suas comunidades, fale sobre fofoca e deixe a política com a Veja. A favor da tecnologia, dos robôs e da robotização, da globalização globalizada. A favor da banalização dos sentidos e dos sentimentos, do que é humano e animal, dos seus instintos e da percepção natural.
Acenda a luz e veja as cores.
Queime o mundo, acabe com os pobres, exploda o terrorista e grite sua música de protesto favorita.viva e mate. and be happy, honey.
e a esperança escapou pela fresta que deixaram aberta propositalmente. as cores não são mais fluorescentes e o quarto está escuro. olhe nos meus olhos e me diz que ainda temos salvação.
'vc é tão esperto. vc está tão certo. que nunca vai errar. mas a vida deixa marcas. tenha cuidado. se um dia vc dançar.'
onde estão as cores?
postado por ela as 13:35
Segunda-feira, Julho 18, 2005
o texto abaixo é em especial a alguem muito especial.
Era uma vez uma garotinha. ela tinha olhos grandes e curiosos, amáveis e intensos olhos, que de primeira impressão poderia parecer exagerados, mas a profundidade contida neles deixavam-os com o tamanho perfeito. ela tinha um sorriso doce, largo e alegre, dentes brancos e grandes que insistiam em ser mostrados nos sorrisos e gargalhadas que eram ouvidos milhares de vezes num único dia. e ao deparar com ela, me indentifiquei com o cabelo - banalmente - nem o meu, nem o dela eram lisos como os das outras meninas, com a timidez de garota nova que as duas sentiam, embora eu não era nova, e sim tímida sempre. me encantei com a sua alegria inesgotável de criança. uma garotinha que era da minha altura, magra e branquinha que se tornou uma garota mais alta, ainda branca, agora com as curvas de mulher que começaram a modelar seu corpo. e mesmo com as curvas de mulher, a risada era de criança despreocupada e não só a risada, como o seu estado de espírito. garota que entre as lágrimas ainda conservava essa alegria surpreendente. que aprendeu a considerar a amizade acima de tudo e conquistou todos que estavam a sua volta e dedicou momentos especiais a eles. garota que, como mágica, estava em todos os lugares que eu precisei, que estendeu [e estende] seu braço quando eu caio e me conquistou com o seu jeito simples de viver a vida, otimizou meus momentos e me fez rir inúmeras vezes. garotinha que tem o dobro da minha coragem, determinação e fortaleza. e que é capaz de rir entre as lágrimas que querem cair dos seus grandes olhos, que levanta quando caí e recomeça a busca do que quer. e que é inexplicável descreve-la.
É a imagem intacta do inverno [branca com bochechas rosadas, cabelos pretos em contraste e grandes olhos castanhos], mas não é nem um pouco fria, nem cruel. é doce, simplesmente doce, doce como um doce é, que traz alegria que só um doce pode trazer. uma garotinha doce, sem puxar saco nenhum, que faz coisas que eu não faria e tem a capacidade divina do perdão, que em perdoou e me apoiou como alguém que não se encontra tão fácil por aí. uma garotinha que já não é tão pequena, mas continua sendo meu
xuxuxinho. que merecia todas as coisas boas do mundo e todos os desejos realizados. e ela vai realizar/conquistar. pelo menos ir ao cinema com os amigos ela já pode xD. garotinha que é chamada pelo sobrenome, porque seu nome é comum, mas nem tanto, por causa de uma letra um tanto miserável. te amo,
Oliveira. obrigada do fundo do meu coração por vc existir. a sua história não vai acabar sem grandes feitos. isso é uma certeza.
conta comigo p tudo! xP o/
parabéns, amiga.
são os votos sinceros da sua amiga retardada que não conseguiu descrever metade do que tu realmente é.
;**
onde estão as cores?
postado por ela as 17:13
Domingo, Julho 17, 2005
arrumei o/
troquei de template.
então, onde estão as cores?
viajei tbm o//. fui pra fazenda de Oliva. frio³.comida³.doce³.cavalos.bezerros.piranhas na privada xD. arranhão nas costas.esconde-esconde.mamãe-da-rua.uma noite sem dormir.conversa.legaal, muito legaal \o/.
sexta fui pra são paulo ._.
eu odeio são paulo
tão fria, cinza, feia e fedida. tão superlotada, tão apressada, tão robótica. fui ver apartamento >/. bahhhhh. eu não quero ir pra são paulo. eu não voou. eu não queroo ú.u . e não é certeza, mas 'tudo é possivel'. eu não voou. eu odeio aquela cidade x_x.
e ponto.
onde estão as cores?
postado por ela as 12:09
Sexta-feira, Julho 15, 2005
erro.
depois eu arrumo
bléé.
onde estão as cores?
postado por ela as 12:14
Quarta-feira, Julho 06, 2005
detalhes retalhados
Ele observa-a nos meros detalhes. e por eles, ele se fascinava. ele olhava, de canto de olho, o sorriso alegre, o sorriso doce, o sorriso irônico, o sorriso a sorrir da menina. e achava engraçado quando ela dava gargalhada - ela gargalhava todo dia. engraçado também a coloração rosa das suas bochechas quando diziam que ela era bonita. ele não dizia isso para ela, pois suas bochechas ficariam vermelhas e sua timidez era maior que a vontade. mesmo assim achava-a a menina mais linda do mundo. adorava ver seus olhos brilharem, seus olhos chorarem. e pensativa, com os olhos vasculhando a alma das pessoas. até que pousasse na sua, naquela imagem intacta em sua mente: os cabelos jogados na cara e o olhar de lado pousado nos seus olhos, até que quebrassem o encato e ela sorrise, tímida. ele deixava que os olhos dela descobrissem todo o seu íntimo, despedaçassem emoções pelo fato de poder observa-la. era tão meiga e sexy. falava coisas estúpidas e ele ria. falava de coisas sérias e ele parava para ver o movimento dos lábios dela formarem as palavras. todo seu jeito e sua forma o hipnotizava. e tudo no que ela se desajeitava e errava, ele se encatava ainda mais. e descobriu todas as suas cores, códigos e letras, que quando conseguiu a chave do seu coração e ela disse:
- não, vc não me conhece. não me entende. não tente mais.
cansado do teatro e dela. casado, ele deixou-a. sozinha, com seu jeito que ele já conhecia demais.
historinha bobinha que, no começo, tinha o intuito de ser meiga, fofa e feliz. mas acabou não-muito-bem. dizem que, por mais que escrevemos histórias fictícias inserimos um pouco das nossas emoções nelas. então... como poderia dar certo? =[
de qualquer jeito, me atraem pessoas indecifráveis. eu tenho prazer de querer decifra-las. pessoas expostas me cansam. para eu gostar, gostar daquele
jeito, sabe? =**
onde estão as cores?
postado por ela as 19:23
Sábado, Julho 02, 2005
sabe, por que será que o passado sempre é melhor? quer dizer. o meu passado. embora eu me arrependa de quase-tudo que tenha feito neste passado maldito, ele sempre parece ser melhor que o presente. e as pessoas... elas eram diferentes sabe? e havia
alguém. e havia
outro. e hoje em dia, parece q não há
ninguém. só que, no presente do meu passado eu nunca percebia que aquilo era melhor q o meu futuro. o meu futuro é pessimista. e rosa fuoforescente, como já disse xP. mas a questão não é essa. será q só no futuro eu perceberei como era feliz no passado que eu achava que no passado mais distante era mais feliz? quer dizer, está tudo confuso. mas pensando dessa maneira, a minha tendência é... piorar? quer dizer, as pessoas vão se afastar de mim? eu não quero me afastar de ninguém, quero todo mundo muito junto. eu não quero esquecer ninguém. e que ninguém esqueça de mim, por favor. eu sou
completemente dependente e isso deve ser uma doença. não é possivel q eu precise tanto das
peessoass, não como eu. eu queria abraçar todo mundo de uma vez, e eu queria que todo o mundo me abrasasse, e aí eu seria feliz, no presente.
longe de mim.
longe assim.
assim tão longe.
tão longe de mim.
a...culpa...é...minha?
ohm, kill me. but don't stay so far away.
onde estão as cores?
postado por ela as 15:21